Implante híbrido: Estudo inicial com 279 unidades de um implante mamário inovador
A mamoplastia de aumento é um dos procedimentos cirúrgicos mais realizados no mundo, com uso amplo de implantes mamários para fins estéticos e reconstrutivos. No entanto, os implantes disponíveis ainda apresentam limitações, como risco de deslocamento ou restrição de mobilidade.
Objetivo, Materiais e Métodos do Implante Híbrido
Avaliar a segurança e eficácia de um novo implante mamário híbrido, desenvolvido pelo autor, que combina duas superfícies de revestimento (gel de silicone coesivo com base microtexturizada ou lisa e poliuretano).
O implante é patenteado e, mediante autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), foi conduzido um ensaio clínico piloto, intervencionista, de grupo único entre abril de 2020 e junho de 2022, em uma instituição privada, com a inserção de 279 unidades do implante em 135 mulheres, acompanhadas por 2 anos.
Resultados
Os resultados demonstraram um perfil de segurança favorável, com baixas taxas de complicações pós-cirúrgicas. As ocorrências mais comuns foram mastalgia (4,3%) e erupção cutânea (2,1%). Não houve relatos de qualquer complicação até o final do seguimento, como contratura capsular, ruptura do implante ou migração do gel. Além disso, a taxa de satisfação foi alta tanto entre as pacientes quanto entre o cirurgião. Os casos de insatisfação estavam relacionados ao volume do implante, levando algumas pacientes a optarem por uma troca por tamanhos maiores.
Com esses achados, o implante híbrido se mostrou uma alternativa inovadora e segura na cirurgia mamária, oferecendo uma técnica mais eficiente e potencialmente reduzindo complicações a longo prazo.


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